Brasil: Excesso de trabalho degrada saúde de bancários

As condições de trabalho em outros setores

Se o setor bancário é o que mais degrada a saúde dos trabalhadores urbanos no Brasil, isto não significa que as condições de trabalho enfrentadas pelos trabalhadores de outros setores sejam satisfatórias. O ministério da previdência informou alguns dados alarmantes: entre 2000 e 2004, enquanto no setor bancário, em cada 10.000 trabalhadores, 520 adquiriam os LER, outros setores não ficaram muito atrás. Entre os operários que fabricam tênis, este índice foi de 392,43 trabalhadores para cada 10.000; na fabricação de peças interiores de vestuário, 298,10; no processamento e produção de conservas de frutas, 277,04; na fabricação de automóveis, camionetes e utilitários, 272,33; na fabricação de material elétrico para veículos, 271,06; na tecelagem de algodão, 269,47; no abate e produção de produtos de carne, 238,60; na fabricação de peças para direção e suspensão, 237,84; e no setor de carga e descarga, 219,77. Ao todo são 1.667.806 casos de LER registrados no Brasil entre 2000 e 2005.

No capitalismo, a perspectiva dos trabalhadores é o desemprego, a diminuição dos salários e a doença. A grande maioria da classe trabalhadora está desempregada ou adoecendo por causa do excesso de trabalho. É a irracionalidade desta sociedade baseada no lucro, que destrói tanto os homens que trabalham quanto aqueles que não têm onde trabalhar.

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