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Convivência diária com riscos que ameaçam
a integridade física e a vida
Trabalhar em situações de risco implica num sofrimento
relativo à possibilidade de morte e perda da integridade
física. No caso dos bancários, a situação
do assalto a banco, precedido ou não do seqüestro
dos familiares, é uma situação de grande
risco, que implica em vivências de pânico tanto nas
agências e postos de atendimento bancário, quanto
em casa, como reféns de seqüestradores. Se não
bastasse o medo e pânico vividos nos sucessivos assaltos
e seqüestros, muitos bancários sofrem com as seqüelas
pós-violência, como perturbações de
sono, dificuldade de concentração, irritabilidade,
hipervigilância, resposta exagerada ao susto, entre outros
sintomas que caracterizam a síndrome pós-traumática.
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Repercussões à saúde mental em decorrência
de acidentes e doenças do trabalho
Além das perdas físicas em decorrência de
doenças e acidentes de trabalho, muitos bancários
acabam vivendo situações de sofrimento em decorrência
da perda ou redução da capacidade laboral. Um grande
exemplo na categoria bancária são os casos de LER/DORT,
nos quais, além da dor contínua, esses trabalhadores
têm que passar por uma verdadeira peregrinação
entre médicos e perícias, na busca pelo reconhecimento
da doença e do tratamento adequado. Outra dificuldade enfrentada
diz respeito ao preconceito dos colegas de trabalho e/ou assédio
das chefias. Ao mesmo tempo, a vida fora do trabalho sofre modificações,
como os impedimentos do desenvolvimento de tarefas cotidianas
e/ou de higiene pessoal. Esses agravos trazem repercussões
à saúde mental, como sentimentos de impotência
e incapacidade, assim é bastante freqüente o trabalhador
adoecido por LER/DORT apresentar quadros de ansiedade e depressão.
-
Saúde mental e desemprego
O quadro de desemprego estrutural deixa os trabalhadores apreensivos
e, conseqüentemente, mais submissos nas relações
de trabalho. Assim, para os que estão empregados, a ameaça
de demissão é uma constante e produtora de sofrimento.
Para os que foram demitidos, o quadro é ainda mais grave,
visto que a demissão, em geral, representa intensa ruptura
nos padrões de vida e nas relações sociais.
Dessa forma, ao mesmo tempo em que a demissão ameaça
a garantia de subsistência, também pode gerar grande
insegurança e sentimentos de desânimo e desespero.
Todos
esses fatores, aliados à falta de perspectiva de ascensão
profissional, à impossibilidade de intervir na concepção
e no planejamento de suas atividades, e à defasagem salarial
tornam o trabalho bancário monótono e com pouco
ou nenhum significado.
4.
ESTRESSE RELACIONADO AO TRABALHO BANCÁRIO
Estresse
é uma reação do organismo frente as transformações
do ambiente. Ou seja, é um conjunto de reações
psiconeuro-endocrinofisiológicas articuladas, que podem
ter conseqüências tanto positivas, quanto negativas.
O estresse positivo é aquele que acompanha situações
de motivação em que a possibilidade de atingir um
objetivo é visualizada, ou melhor, aquele que nos leva
a produzir mais. Já o estresse negativo, ocorre quando
a pessoa ultrapassa seus limites e esgota sua capacidade de adaptação.
O organismo fica destituído de nutrientes e os processos
mentais sofrem redução, levando ao adoecimento.
Principais sintomas: os sintomas variam de pessoa para pessoa.
Os mais comuns são:
- queda de produtividade;
- confusão mental;
- tensão muscular;
- dificuldade de concentração;
- dores de cabeça;
- sensação de desgaste ao acordar;
- dificuldades de memorização;
- pressão alta; - irritabilidade excessiva;
- dores de estômago ou gastrite;
- tonturas;
- depressão;
- ansiedade;
- desinteresse sexual.
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