Mais de 40% dos bancários de todo país sofrem
agressões morais no trabalho e 30,52% se dizem estressados.
A conclusão é da pesquisa "Assédio Moral
no Trabalho: Impactos sobre a Saúde dos Bancários
e sua Relação com Gênero e Raça",
coordenada pelo Sindicato dos Bancários de Pernambuco.
Foram ouvidos 2.609 profissionais de 28 diferentes bancos públicos
(48,14%) e privados (51,86%).
Alessandra
Bastos
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Mais de 40% dos bancários de todo país
sofrem agressões morais no trabalho e 30,52% se dizem estressados.
A conclusão é da pesquisa "Assédio Moral
no Trabalho: Impactos sobre a Saúde dos Bancários
e sua Relação com Gênero e Raça",
coordenada pelo Sindicato dos Bancários de Pernambuco.
Foram ouvidos 2.609 profissionais de 28 diferentes bancos públicos
(48,14%) e privados (51,86%).
Entre outras questões foram indagadas as situações
constrangedoras, a característica dos agressores, as atitudes
tomadas pela vítima e sintomas de distúrbios emocionais.
O objetivo era verificar a ocorrência e a freqüência
de atos e atitudes negativas nos ambientes de trabalho da categoria.
Segundo a pesquisa, as agressões duram, em média,
quase o ano todo (11,13 meses). Em mais da metade dos casos (51,49%)
ocorrem várias vezes por semana. A ocorrência é
de uma vez por semana em 27,86% das agressões e de uma
vez por mês em 20,65%.
A maior queixa é que “o chefe o enche de trabalho”.
Ao todo, 19,66% dos entrevistados consideraram esta uma “situação
constrangedora”. Outras situações descritas
são a de que o “chefe prejudica sua saúde”
(12,73%), “dá instruções confusas e
imprecisas” (10,35%) e “pede trabalhos urgentes sem
nenhuma necessidade” (9,51%).
Entre as 20 situações colocadas como agressivas,
estão também “chefe falar mal de você
em público (5,48%), “proibir seus colegas de falar/almoçar
com você” (2,53%), “forçar você
a pedir demissão” (3,41%) e “insinuar e fazer
correr boato de que você está com problema mental
ou familiar” (3,41%). Esta última foi a situação
mais freqüente entre as mulheres. Já para os sexo
masculino é o fato de o chefe “não lhe dar
qualquer ocupação”.
As questões foram retiradas do site da Organização
Assédio Moral e adaptadas à realidade dos bancários
pela professora da Universidade Federal do Ceará, Regina
Heloisa Maciel. Inicialmente, os trabalhadores foram convidados
a responder o questionário pela internet. Dada a baixa
procura, os sindicatos estaduais foram mobilizados para levar
a pesquisa ao ambiente de trabalho.
A secretária-geral do sindicato e coordenadora da pesquisa,
Suzineide Rodrigues de Medeiros, explica que a violência
moral é “a exposição do trabalhador
a situações constrangedoras com objetivo de desestabilizar
a relação no ambiente de trabalho, diminuído
a auto-estima e que atente a dignidade da pessoa”.
A diferença entre a má educação e
o assédio moral, segundo os conceitos da pesquisa, é
“usar de valores culturais, sexuais ou que deixem a pessoa
fragilizada para humilhá-la, para atingir a dignidade”.
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