O assediador tem um perfil, tratando-se de uma pessoa perversa,
que se sente feliz e realizada em praticar o mal, que se compraz
com o sofrimento e o desespero alheio, que tudo faz pela infelicidade
dos seus semelhantes, que gosta de demonstrar poder e força,
sem quaisquer limites éticos ou ditados pela natureza e
condição humana.
Nas precisas
palavras de Jorge Luiz de Oliveira da Silva (2006):
O assédio
moral, a princípio, traz repercussões extremamente
negativas ao homem, repercutindo na seara física, psicológica,
social e econômica. Indagar os motivos que levam o assediador
a agir de forma tão violenta (uma "violência
sutil") nos remete aos caminhos da ética e da moral.
O assediador é essencialmente um indivíduo destituído
de ética e de moral. O assediador age por impulsos negativos
e sem nenhuma nobreza de caráter, revelando seu lado perverso
ao verificar sua vítima sucumbir aos poucos diante de sua
iniqüidade.
Vale a pena,
até para descontrair um pouco, diante da seriedade do tema,
trazer à baila uma classificação bem-humorada
dos tipos de chefes agressivos, pelas próprias vítimas,
conforme relatos feitos à médica Margarida Barreto
(2000):
1)Pit-Bull:
agressivo e violento, que demite friamente e humilha por prazer;
2) O profeta:
aquele que exalta suas próprias qualidades e tem a missão
de enxugar a máquina e, por isso, demite indiscriminadamente,
mas humilha com cautela;
3) O troglodita:
é o chefe brusco, que não admite discussão
e não aceita reclamações;
4) O tigrão:
esconde sua incapacidade com atitudes grosseiras e necessita de
público, pois, quer ser temido por todos;
5) O grande
irmão: primeiro banca o protetor, para depois atacar, ou
seja, aproxima-se, entra na intimidade do trabalhador e, na primeira
oportunidade, usa o que sabe contra o empregado para rebaixá-lo
ou demiti-lo.