Nesta segunda-feira 13, a greve nacional dos bancários
entrou no sexto dia com muita força em todo o país.
Mais de 5 mil agências de todos os bancos continuaram paradas,
apesar da truculência das empresas, que ampliam os pedidos
de interdito proibitório e as ameaças aos trabalhadores
para impedir o direito constitucional de greve. Em contrapartida,
vários sindicatos do país estão conseguindo
derrubar os interditos proibitórios na Justiça.
O Comando
Nacional dos Bancários, em reunião realizada sábado
em São Paulo, orientou pela continuidade da greve até
que a Fenaban apresente uma proposta que contemple as reivindicações
da categoria. O Comando fará nova reunião nesta
quarta-feira 15.
"A greve
continua muito forte no Brasil inteiro, numa demonstração
de que os bancários querem aumento real de salário,
PLR maior e valorização dos pisos salariais",
avalia Vagner Freitas, presidente da Contraf/CUT e coordenador
do Comando Nacional.
Os bancários
rejeitaram na semana passada proposta de reajuste de 7,5% apresentada
pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), por
considerá-la insuficiente e não condizente com a
alta rentabilidade do setor. Pela proposta, a PLR (participação
nos lucros e resultados) seria inferior à paga no ano passado.
As principais
reivindicações dos bancários são:
. 5% de aumento real (a proposta da Fenaban é de apenas
0,35%).
. Valorização dos pisos salariais.
. Aumento do valor e simplificação da distribuição
da PLR (Participação nos Lucros e Resultados).
. Vale-refeição de R$ 17,50.
. Cesta-alimentação equivalente a um salário
mínimo (R$ 415,00).
. Fim das metas abusivas e do assédio moral
. Mais segurança nas agências.
. Mais contratações.
Fonte: Contraf/CUT