A greve nacional dos bancários completa sete dias nesta
terça-feira, com mais de 5 mil agências paralisadas
em todo o país. Todas as assembléias dos 148 sindicatos
representados pelo Comando Nacional, realizadas nesta segunda-feira
à noite, mantiveram a continuação da greve
até que a Fenaban apresente uma proposta que contemple
as reivindicações da categoria. A última
base que ainda não havia entrado em greve, Blumenau (SC),
também aprovou a paralisação.
Por
iniciativa do Ministério Público do Trabalho (MPT),
que entrou com pedido de dissídio coletivo, nesta terça-feira
14 haverá audiência de conciliação
entre o Comando Nacional e a Fenaban no Tribunal Regional do Trabalho
(TRT), em São Paulo. Os bancários estão programando
manifestação em frente à sede do tribunal
durante a reunião, que começará às
14h.
"Para
atender à convocação, os bancários
participarão da audiência de conciliação,
mas é preciso deixar claro que a Contraf/CUT, por princípio,
é contrária à interferência da justiça
do trabalho nos conflitos entre capital e trabalho", afirma
Vagner Freitas, presidente da Confederação Nacional
dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf/CUT) e coordenador
do Comando Nacional dos Bancários. "A disputa entre
trabalhadores e empresas deve ser resolvida na mesa de negociações,
sem interferência do Estado."
A
greve se ampliou esta semana, apesar da truculência das
empresas, que aumentam os pedidos de interdito proibitório
e as ameaças aos trabalhadores para impedir o direito constitucional
de greve. Em contrapartida, vários sindicatos do país
estão conseguindo derrubar os interditos proibitórios
na Justiça.
O
Comando Nacional dos Bancários, em reunião realizada
sábado em São Paulo, orientou pela continuidade
da greve até que a Fenaban apresente uma proposta que contemple
as reivindicações da categoria. O Comando fará
nova reunião nesta quarta-feira 15.
Os
bancários rejeitaram na semana passada proposta de reajuste
de 7,5% apresentada pela Federação Nacional dos
Bancos (Fenaban), por considerá-la insuficiente e não
condizente com a alta rentabilidade do setor. Pela proposta, a
PLR (participação nos lucros e resultados) seria
inferior à paga no ano passado.
As
principais reivindicações dos bancários são:
. 5% de aumento real (a proposta da Fenaban é de apenas
0,35%).
. Valorização dos pisos salariais.
. Aumento do valor e simplificação da distribuição
da PLR (Participação nos Lucros e Resultados).
. Vale-refeição de R$ 17,50.
. Cesta-alimentação equivalente a um salário
mínimo (R$ 415,00).
. Fim das metas abusivas e do assédio moral
. Mais segurança nas agências.
. Mais contratações.
Fonte:
Contraf/CUT