Objetivo
dos bancários é garantir um BB voltado ao desenvolvimento
econômico e social do país
São
Paulo – O presidente do Banco do Brasil, Antônio
de Lima Neto, deixou o comando da instituição
porque o governo federal quer acelerar a redução
do spread bancário e das taxas de juros. Para o Sindicato,
essas medidas são mais do que necessárias, mas
a função do BB é muito maior que isso.
“Queremos que o Banco do Brasil assuma, de fato, sua função
de banco público”, destaca o presidente do Sindicato,
Luiz Cláudio Marcolino.
Atualmente,
o BB trabalha muito mais focado no mercado e tem deixado de
lado seu compromisso com o desenvolvimento do país. “O
Banco do Brasil ainda está distante de ser de fato um
banco público. Os balanços dos últimos
anos mostram que o BB tem dado tanto crédito quanto os
bancos privados, cobra taxas de juros entre as mais altas do
sistema financeiro nacional e cobre com sobra toda a folha de
pagamento só com o que arrecada com tarifas e taxas dos
clientes”, diz.
Para
Marcolino, o BB, enquanto empresa pública, deveria ter
como foco emprestar dinheiro a agricultores, a exportadores,
a pequenas e médias empresas, a operações
de Pronaf. Deveria estar alinhado com o crescimento econômico
e a geração de emprego e renda. “Mas, ao
contrário, o banco insiste em ter como principal linha
de atuação a venda de produtos e serviços
bancários de empresas coligadas e se distancia de sua
missão”, comenta.
O
presidente do Sindicato destaca que os bancários continuarão
lutando para que o BB mude de perfil. “Com a troca no
comando do banco, esperamos que o novo presidente, Aldemir Bendine,
tenha sensibilidade para mudar o foco do BB, que deve estar
voltado para o desenvolvimento econômico e social. O presidente
Lula tem sido claro que os spreads e juros bancários
não podem continuar com estão. O Sindicato vai
continuar cobrando”, destaca Marcolino.
Situação
dos funcionários – O Sindicato também vai
cobrar do BB o cumprimento do compromisso assumido pelo ex-presidente
do banco, Lima Neto, em manter aberto o canal de diálogo
com os representantes dos trabalhadores e a transparência
no processo de fusão com a Nossa Caixa. Um dia antes
da troca no comando do BB, os bancários e a empresa instalaram
três mesas temáticas para debater as reivindicações
dos funcionários.
“Os
debates com o banco já começaram e a campanha
salarial está bem próxima. Esperamos que o novo
presidente do BB mantenha as mesas de negociações
já instaladas e atenda nossas reivindicações,
que já estão em pauta há muito tempo. O
maior patrimônio do Banco do Brasil são os bancários
e o novo presidente precisa dar atenção para nossas
demandas”, finaliza Luiz Cláudio Marcolino.
Fonte:
Seeb/SP Fábio Jammal Makhoul - 08/04/2009