A
11ª Conferência Estadual dos Bancários organizada
pela Federação dos Trabalhadores em Empresas
de Crédito de Santa Catarina (Fetec-CUT/SC) e Sindicato
dos Bancários de Criciúma e Região reuniu
203 bancários das Cidades de Criciúma, Blumenau,
Chapecó, Concórdia, Florianópolis, Joaçaba,
Araranguá, São Miguel do Oeste e Videira em
Gravatal. As atividades foram abertas pela Coordenadora geral
da Fetec-CUT/SC, Maria Terezinha Rondon, avaliando que uma
campanha só resulta em conquista quando os bancários
se dispõem a lutar. Nas palestras, Jason Borba Professor
da PUC de São Paulo falou sobre Crises e Cenários
mostrando um panorama da crise em todo o mundo. “Nós
não queremos briga fácil. Briga boa é
onde tem energia. Esta crise ainda não mostrou tudo
o que tem pra mostrar. A primeira tarefa agora é que
a classe trabalhadora encontre sua identidade. Temos que fazer
movimento sindical com formação. Teremos crise
em 2013. A probabilidade é que seja muito mais séria
do que agora.Em suma: nós trabalhadores estamos cuidando
de um momento difícil para nós. É momento
de re-despertar”,concluiu.
Mané
Gabeira Diretor do Sindicato dos Bancários de São
Paulo explanou sobre a Campanha Nacional 2009 - Perspectivas
e Desafios para a luta. “Precisamos fazer um debate
na nossa categoria de forma a garantir o emprego. Começar
a discutir a estatização do sistema financeiro.
Vamos trabalhar na convenção deste ano: não
abrir mão das perdas salariais existentes na categoria.
O INPC deve dar esse ano 4,5%.Nos bancos privados a campanha
deve ser mais difícil.Temos que recuperar o piso da
categoria. Há alguns anos já chegou a cinco
salários mínimos. Agora é em torno de
2.3 salários”,analisou.
Após
as palestras três grupos debateram um tema cada e levantaram
propostas para a Conferência Nacional da Contraf-CUT
de 17 a 19 de julho em São Paulo. 13 delegados foram
escolhidos para participar da Conferência, de Criciúma
ficaram Júlio Zavadil e Valdir Machado da Silva. Foi
ainda aprovado manifesto em favor da realização
de pesquisa de mercado para o novo plano de funções
comissionadas da Caixa.
Confira
as propostas aprovadas nos grupos:
Grupo
1 – Emprego e remuneração.
Propostas:
Emprego:
1
- Campanha por formação e informação
sobre o desemprego.
2
– Lutar pela eliminação da terceirização.
3
– Contratar mais funcionários.
4
– Retomada efetiva da ratificação da convenção
158 da OIT que está no Congresso.
5
– Pressionar os RHs dos bancos, expondo a situação
e explorando a imagem na mídia.
6
– Pressionar a Caixa a chamar novos empregados.
7
– Combater novas incorporações de bancos.
8
– Lutar pela manutenção do emprego nos
bancos incorporados.
9
– Propor a reabertura dos centros de realocação
nos incorporados.
Remuneração
total:
Aprovado
o texto com destaques:
1
- Na questão índice, destaque na produtividade
5%.
2
– Não negociar remuneração variável
nas metas.
3
– Valorizar o piso e o PCS.
4
– Manifestar contrariedade à remuneração
variável.
5
– Propor PLR linear.
Grupo
2 – Condições de Trabalho: Saúde
e Segurança.
Propostas:
1-
Norma regulamentadora (Ministério do Trabalho e Emprego).
Construir regulamentação do trabalho bancário.
2
- Aprimoramento do Nexo Técnico Epidemiológico
(NTEP). Inclusão do Código Nacional de Atividade
Econômica (CNAE) de todos os bancos que não estejam
incluídos no decreto 6.042/2007
3
– Cassi - (incluir a saúde CAIXA) – Proposta
de um encontro estadual para definir programa de atendimento
médico no interior; moção de apoio para
bancários de Chapecó no movimento pela retomada
no núcleo de atendimento Cassi em Chapecó.
4
- CEF – Formular uma denúncia através
da Fetec (MTE) com relação à insalubridade.
5
- Dia de mobilização de bancários pela
vida – Contraf.
6
- Mais bancários na linha de frente – caixas
e auto-atendimento.
7
- Disponibilização de bancadas e/ou cadeiras
no auto-atendimento para descanso dos bancários que
trabalham em pé. Adequação ergonômica
de todos os ambientes de trabalho para os bancários
8
– Pressão sobre os besquianos incorporados. Problemas
de doenças. Expor os efeitos da incorporação.
Debater o ponto.
Grupo
3 – Sistema Financeiro Nacional e Estratégia
de Campanha.
Propostas:
1-
Sistema Financeiro - Não a redução de
direitos e avançar nas conquistas (bandeiras).
2
- Diante das fusões - Não a demissão
e a redução dos postos de trabalho.
3
- Defesa da estatização do sistema financeiro,
com controle social. Não estatização
dos prejuízos.
4
– realizar c s mais politizadas discutindo projetos
e outras questões políticas, principalmente
contra o neoliberalismo, ex. luta contra as privatizações.
etc...bandeiras hist.
5
- Resgatar a proposta da Contraf, discutir com bancos e com
o governo o OIT 158.
6
- Melhorar a inserção na categoria
7
- Atuação conjunta com os trabalhadores da segurança
e de outras categorias com a mesma data base.
8
- Atuação do movimento sindical fora da Campanha
Salarial durante todo o ano.
9
- Calendário de mobilização permanente.
10
- Discutir a ética no sistema financeiro.
11
- Apresentar e discutir um projeto de sociedade.
12
- Dia Nacional de Luta (14.08) acrescentá-lo no calendário
nacional
13
- Atingir a imagem do banco denunciando a suas práticas
sórdidas.
14
- Maior atuação nas agências bancários
(OLT).
15
- Campanha Nacional unificada. Com o fortalecimento das comissões
específicas.
16
– Que a Conferência Nacional de 2010 seja aberta.
17
- Denunciar representantes de trabalhadores que ocupam cargos
nacionais de representação sindical e que não
correspondem aos interesses da categoria.
18
- Patrocinar debates e seminários referentes às
reivindicações dos bancários.
19
- Fazer a discussão nos locais de trabalho quanto aos
interditos proibitórios.
20
- Os SEEBs buscarem novas formas de dialogar com os bancários,
saindo da estrutura e ir às ruas.
21
- Piso e recuperação das perdas salariais.
22
- PLR não pode servir com instrumento de gestão.
23
- Unificação das lutas das próprias entidades
sindicais.
24
- Proposta de 15,29% de reajuste salarial.
25
- Nas negociações específicas BB e CAIXA
com os índices das perdas salariais acumulados até
agora.
26
- Ação junto ao Ministério do Trabalho
e Governo para regulamentar o direito de CIPEIROS nas empresas.
Nas empresas nacionais e em todas as suas agências.
Eles devem ser eleitos.
27
- Construir uma agenda de formação nas diretorias
sindicais e na categoria.
28
- Aumento da Licença Maternidade para 180 dias.
29
– Pressionar o governo Federal para a realização
de uma Conferência Nacional para o Sistema Financeiro
aos moldes da Conf de Comunicação.
30
- Não fechar acordos sem que os bancos retirem os interditos
e multas.
31
– Regulamentar a presença de um representante
sindical (delegado) para cada agência ou unidade bancária.
Obs: Atualmente a presença deste representante está
condicionada a quantidade de funcionários na região.
32
– Retomar a discussão sobre a unificação
do Movimento Sindical Bancário em SC.