Por
que a Justiça do Trabalho todos os anos concede ao
Bradesco medidas judiciais cerceatórias da liberdade
sindical antes mesmo dos bancários iniciarem a greve?
Por
que essa Justiça ainda não apreciou a Ação
Civil Pública que o Sindicato entrou em 22/09, solicitando
que seja declarado o Direito de Greve dos bancários
e proibindo os bancos de praticarem atos de pressão
sobre os seus funcionários?
Por
que o Interdito Proibitório impetrado pelo Itaú-Unibanco
foi concedido na segunda-feira (28), quando o banco o protocolou
na sexta-feira (25)?
Por
que um mesmo juiz julga tão urgente as demandas dos
bancos e relega para um segundo plano a dos trabalhadores?
Por
que dois camburões da GRT estavam de prontidão
na agência do Banrisul ontem após ás 15
horas, numa pacífica greve de bancários?
Foi
por reivindicação dos trabalhadores, por intermédio
de seus sindicatos, que a Justiça de Trabalho de Criciúma
ampliou o seu número de Varas. Os bancários,
como todos os trabalhadores desse Brasil querem justiça,
mas acima de tudo querem confiar na Justiça. Que ela
seja ágil, imparcial e promotora do principio constitucional
da igualdade. Os interditos para os bancos estão desequilibrando
as negociações.
Assembléia
Geral dos Bancários de Criciúma e Região
Sindicato
dos Bancários e Financiários de Criciúma
e Região-CUT