Termina greve dos bancários, Caixa mantém paralisação

Após 15 dias de paralisação, os cerca de 600 bancários de Criciúma e região aprovam a proposta da Fenaban e votam pelo fim da greve. A categoria aceitou o reajuste salarial de 6% em todas as verbas e Participação nos Lucros e Resultados (PLR) maior e que a do ano passado. A proposta garante ainda a ampliação da licença-maternidade para 180 dias para as funcionárias de todos os bancos e a isonomia de tratamento para casais homoafetivos, que passam a gozar dos mesmos direitos previstos na Convenção Coletiva entre outros itens. Os salários não serão descontados. Os dias parados serão compensados com duas horas extras diárias até 15 de dezembro. Na negociação específica com o Banco do Brasil, os trabalhadores garantiram a contração de 10 mil funcionários entre 2010 e 2011 em todo o país. A categoria reivindicava 10% de aumento. Na avaliação de Edegar Generoso, presidente do Sindicato, a greve demonstrou a coesão e força da categoria bancária em lutar pelos seus direitos. “Por isso mais uma vez ela foi vitoriosa”. A greve iniciou dia 24 de setembro fechando no primeiro dia 100% as agências de Criciúma. Na região, 34 agências dos bancos públicos e privados não abriram as portas. Cerca de 90% dos bancários aderiram ao protesto. No Brasil, todos os 26 estados e Distrito Federal paralisaram abrangendo mais de 7 mil agências. São 450 mil bancários no país.

Caixa permanece em greve – A negociação especifica dos bancários da Caixa Econômica não avançou e a paralisação continua. Uma das principais reivindicações é a revisão do Plano de Cargos e Funções Comissionadas que estão destorcidas. Uma nova rodada de negociação deve acontecer na próxima semana em São Paulo.



 
 
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