No 15º dia da greve nacional dos bancários, o
Comando Nacional e a Caixa Econômica Federal retomaram
o processo de negociação das questões
específicas dos empregados do banco. A empresa reafirmou
os pontos da proposta apresentada aos trabalhadores na última
negociação, realizada no dia 1º de outubro.
A novidade
apresentado na negociação desta quinta foi o
aumento do número de empregados que serão contratados.
Dos 2.200 trabalhadores informados na última reunião,
o banco anunciou que contratará 3 mil bancários
em 2010.
A Caixa
reafirmou que seguirá o acordo proposto pela Fenaban,
que prevê reajuste salarial de 6% (contemplando ganho
real de 1,5%) e uma nova regra para a Participação
nos Lucros e Resultados (PLR): 90% do salário mais
R$ 1.024 fixos, com teto de R$ 6.680, além de uma PLR
adicional de 2% do lucro líquido distribuídos
linearmente entre todos os bancários com teto de R$
2.100.
No entanto,
como o resultado do banco deve ser menor do que o do ano passado,
o valor total a ser distribuído pelo banco na regra
básica da PLR ultrapassará o teto previsto de
13% do lucro líquido. Assim, o valor a ser pago a cada
bancário receberá um redutor de 23% para adequar
o valor a esse teto, o que não afeta a PLR adicional.
Avaliação
do Comando Nacional
O Comando
Nacional dos Bancários e a Comissão Executiva
dos Empregados (CEE/Caixa) avaliam que a proposta feita pelo
banco é insuficiente, especialmente na questão
da remuneração. Nos últimos anos, a Caixa
tem desempenhado um papel cada vez mais presente como operadora
de importantes políticas do governo federal, como o
Bolsa-Família e os investimentos em habitação.
Se por
um lado essa mudança na atuação da Caixa
é vista como positiva pelos bancários, ela gerou
um aumento enorme na carga de trabalho dos empregados do banco,
deteriorando as condições de trabalho. Dessa
forma, o Comando entende que, mesmo que o lucro líquido
do banco seja insuficiente para pagar aos empregados a regra
básica da PLR, os trabalhadores devem receber algum
tipo de compensação por toda a sua dedicação
e empenho.
Além
disso, a proposta não contempla diversas questões
específicas reivindicadas pelos trabalhadores, conforme
decisão do 25º Conecef, tais como: jornada de
seis horas para todos e participação na gestão.
Dessa forma, o Comando Nacional decidiu orientar os bancários
pela não aprovação da proposta e continuidade
da greve na Caixa por tempo indeterminado.
Fonte:
Contraf-CUT