A Contraf-CUT se reúne nesta terça-feira, dia
20, com a direção do HSBC, em São Paulo,
para discutir o pagamento da Participação nos
Lucros e Resultados (PLR) aos bancários, diante dos
provisionamentos feitos no balanço do primeiro semestre
deste ano, que reduziram brutalmente o lucro líquido
do banco inglês. Para sensibilizar o banco inglês
a atender a reivindicação dos trabalhadores,
os sindicatos farão um dia nacional de luta com manifestações
pelo Brasil afora.
"Segundo
os números que o próprio HSBC lançou
no balanço, o lucro foi de cerca de R$ 2,1 bilhões
no primeiro semestre, porém quase R$ 1,9 bilhão
desse montante o banco afirma que deixou provisionado para
despesas que possam vir a ocorrer. Assim, o lucro líquido
que foi publicado caiu para R$ 250 milhões", explica
o funcionário do HSBC e diretor da Contraf-CUT, Sérgio
Siqueira. "Esse novo resultado não pode servir
de parâmetro para pagar a PLR dos bancários",
destaca.
"Por
isso, vamos fazer manifestações, com distribuição
de uma carta aberta aos funcionários do HSBC, mostrando
que os bancários não podem ser mais uma vez
sacrificados pelos ajustes no balanço do banco",
ressalta o dirigente sindical.
Veja
a íntegra da carta aberta aos funcionários do
HSBC:
Chega
de exploração do HSBC no Brasil!
Bancários
exigem pagamento integral da regra básica da PLR
Os bancários
do HSBC no Brasil trabalharam duro no primeiro semestre de
2009 e conquistaram R$ 2,1 bilhões de lucro, valor
que consta do balanço contábil. Porém,
para efeitos da distribuição da PLR da Convenção
Coletiva, esse resultado aparece como R$ 250 milhões.
Fruto de tantos provisionamentos, inclusive PDD, que acabaram
consumindo praticamente todo o esforço dos trabalhadores.
Enquanto isso, o valor maior é utilizado como parâmetro
para o pagamento dos executivos e acionistas do banco.
O mais
grave é que esses provisionamentos são feitos
para conter despesas que "eventualmente" possam
acontecer. Segundo o diretor-executivo de finanças
do HSBC Brasil, Álvaro Azevedo, o conservadorismo fez
com que fosse ampliado o nível de provisões
para crédito, conforme matéria divulgada pelo
Jornal Valor Econômico, em 28 de agosto. A postura conservadora
do banco prejudica os trabalhadores, interferindo diretamente
no cálculo da PLR, já que a referência
para pagamento é o lucro líquido.
A primeira
parcela da PLR que será paga aos bancários será
de 54% do salário, mais R$ 624,00, mais 2% do lucro
líquido linear. Com o cálculo, no HSBC seria
de 38% do salário, mais R$ 450,00, mais R$ 209,00.
No início
deste ano já ocorreram problemas com o pagamento da
PLR/PTI dos gerentes, quando também houve uma insatisfação
generalizada em todo país, e novamente isto pode acontecer
este ano, inclusive no pagamento da PPR/PTI, prejudicando
os trabalhadores, responsáveis pelo lucro bilionário
da instituição.
Diante
a polêmica na base dos cálculos, a Contraf-CUT
agendou uma reunião com a direção do
banco para o dia 20, em São Paulo, em que discutirá
o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados
(PLR) aos bancários. Na mesma data, também será
feito o Dia Nacional de Luta dos funcionários do HSBC
contra a exploração do banco no Brasil e no
mundo.
Os bancários,
responsáveis pelos bons resultados do banco, não
permitirão que sejam mais uma vez sacrificados pelos
ajustes feitos no balanço. Os empregados exigem valorização,
como sinal de reconhecimento pelo seu empenho e dedicação.
A luta
vai continuar até o banco reconhecer o esforço
dos trabalhadores. Não podemos aceitar que o HSBC continue
explorando você.
Fonte:
Contraf-CUT