Em reunião realizada na manhã desta quarta-feira,
dia 21 de outubro, em Brasília (DF), o Comando Nacional
dos Bancários e a Comissão Executiva dos Empregados
(CEE/Caixa) decidiram, por maioria dos representantes, orientar
as assembleias a aceitarem a nova proposta apresentada pela
Caixa na negociação desta terça-feira.
Entre as principais novidades estão o aumento de cinco
mil empregados no quadro funcional da empresa até o
final de 2010 e o abono de R$ 700,00, a ser pago no dia 3
de janeiro de 2010.
Os
avanços na mesa específica se somam aos obtidos
nas negociações com a Fenaban. O reajuste de
6% contempla um aumento real de 1,5% em relação
à inflação calculada pelo INPC entre
1º de setembro de 2008 e 31 de agosto de 2009, que foi
de 4,44%. Este foi o sexto ano seguido em que a categoria
conseguiu aumento acima da inflação. A regra
para a PLR apresentou importante avanço em relação
ao ano passado.
Os
representantes dos empregados avaliam que, do ponto de vista
das condições de trabalho, também houve
conquistas. A ampliação do quadro funcional
da Caixa, que aumentará de 82 mil para 87 mil empregados
até o final de 2010, é um passo importante para
a melhoria das condições de trabalho, sobretudo
nas agências, locais onde os trabalhadores sofrem com
a jornada excessiva.
Outros
pontos importantes dentro dos ganhos sociais são a
criação e implantação dos comitês
de acompanhamento da rede credenciada do Saúde Caixa
e dos comitês regionais de mediação de
conflito no trabalho, vinculados à Comissão
de Ética da Caixa, medidas que melhoram as condições
de saúde e combatem o assédio moral. Também
vale destacar a autorização para eleição
de todos os cipeiros, com o presidente sendo indicado dentre
os eleitos.
Participação
nos Lucros e Resultados
A
greve nacional dos bancários garantiu a manutenção
da distribuição de PLR no montante de até
15% do lucro líquido de cada banco, contra a tentativa
das instituições financeiras de reduzir esse
percentual para 5,5%.
A
regra de PLR representa um avanço em relação
à fórmula do ano passado, sendo mais simples,
mais transparente e mais justa. A parcela adicional foi desvinculada
do crescimento do lucro. Com isso, eliminou-se o risco de
os bancários não receberem esta parcela, exceto
se o banco não registrar lucro.
A
regra básica prevê 90% do salário mais
parcela fixa de R$ 1.024, com teto de R$ 6.680. O valor pode
ser majorado até que seja distribuído pelo menos
5% do lucro líquido, podendo chegar a 2,2 salários,
com teto de R$ 14.696. Além disso, será paga
uma PLR adicional de 2% do lucro líquido distribuídos
linearmente entre todos os bancários, com teto de R$
2.100. Esse percentual será garantido independentemente
de o lucro ter crescido ou não.
A
proposta de PLR é a que foi apresentada pela Caixa
na semana passada. Prevê distribuição
de valores fixos por grupos de cargos, definidos "de
acordo com a complexidade das atribuições",
variando de R$ 4 mil a R$ 10 mil. Cada bancário recebe
essa regra própria da Caixa ou a da Fenaban, a que
for maior.
Além
disso, a proposta prevê a antecipação
até o dia 3 de novembro deste ano de 100% do valor,
aplicando a regra básica da Fenaban. A segunda parte
da PLR será paga em março de 2010.
Na
negociação de ontem, a Caixa se comprometeu
a construir com as representações dos empregados,
na mesa de negociação permanente, uma fórmula
perene para a PLR.
Dias
parados
Em
relação aos dias de greve, a Caixa seguirá
a regra negociada com a Fenaban, com compensação
dos dias não-trabalhados por motivo de paralisação
entre os dias 17 de setembro e 21 de outubro, com prestação
de jornada suplementar até o dia 18 de dezembro.
A
empresa se compromete também a buscar entendimento
na mesa de negociações permanentes para descontos
de dias de greve contestados pelos trabalhadores em 2007 e
em 2008.
Fonte:
Contraf-CUT, com Fenae