Em negociação realizada com a Contraf-CUT
e as entidades sindicais nesta quarta-feira, dia 18, em
São Paulo, o Santander garantiu a renovação
da maioria das cláusulas do Aditivo à Convenção
Coletiva de Trabalho (CCT) de 2009. Nova rodada para discutir
as pendências e as propostas de novas cláusulas
será agendada pelo banco na segunda-feira, dia
23. Ainda será realizada outra reunião para
debater o Acordo do Programa de Participação
nos Resultados (PPR).
Assim,
ficam mantidas cláusulas como a licença
de dois dias por motivo de doença de filhos, a
ampliação do horário de amamentação,
a licença-adoção, o intervalo de
15 minutos dentro da jornada de seis horas, o comitê
de relações trabalhistas, o fórum
de saúde e condições de trabalho,
a PLR para aposentados entre 02.08.2009 e 31.12.2009,
dentre outras.
O
Santander é o único banco privado no Brasil
que assina aditivo à convenção coletiva
com a Contraf-CUT e as entidades sindicais, ampliando
conquistas para os trabalhadores.
Pendências
Ficaram
pendentes as cláusulas que prevêem incentivos
para aposentadoria, como a licença remunerada pré-aposentadoria
("pijama"), cuja validade termina no dia 30
de março de 2010. "Reivindicamos a manutenção
dessa importante conquista até 31 de agosto de
2010", afirma o secretário de imprensa da
Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr.
O
"pijama" foi incluído no aditivo do ano
passado para evitar demissões durante a fusão
com o Real, cujo processo está em andamento nos
centros administrativos e ainda não começou
na rede de agências. Anteriormente, esse mecanismo
fora inserido num acordo coletivo do Banespa e na Espanha.
"Sua
função ainda não terminou. E nem
que somente um trabalhador possa usufruir dele nesses
cinco meses já terá valido a pena porque
será uma demissão a menos", destaca
a diretora do Sindicato dos Bancários de São
Paulo, Rita Berlofa, lembrando que espanhóis e
uruguaios também possuem cláusulas semelhantes
e que o Santander é o único banco no Brasil
com esse tipo de acordo.
Outra
pendência é o abono indenizatório.
"Queremos manter esse incentivo e melhorar o valor,
de forma que se torne mais atrativo para os trabalhadores
aposentados que ainda estão na ativa e que, ao
se afastarem, ajudarão a evitar uma demissão",
ressalta Rita. Muitos funcionários não aderiram
e as entidades sindicais reivindicam ampliação
das vantagens.
Também
ficaram pendentes algumas cláusulas para ajustes
de redação, mas sem problemas de conteúdo.
O superintendente de Relações Sindicais
do Santander, Jerônimo dos Anjos, ficou de reavaliar
todas as pendências. A rodada foi considerada positiva
pelos representantes dos bancários.
Expectativa
de novas conquistas
Na
próxima rodada serão discutidas as propostas
de inclusão no aditivo. Muitas delas são
hoje benefícios que se encontram na cartilha distribuída,
em maio, pelo banco aos funcionários, como as bolsas
de auxílio-educação, a ajuda social
extraordinária e o auxílio-academia, dentre
outros.
"Queremos
valorizar o diálogo e a negociação
coletiva com o Santander. Para tanto, queremos transformar
essas importantes vantagens em conquistas para os trabalhadores,
evitando que amanhã ou depois qualquer gestor do
banco resolva cancelar unilateralmente esses benefícios",
salienta Ademir. "São cláusulas sociais
que precisam ser protegidas e valorizadas", reforça.
"Esperamos
avançar porque nossas reivindicações
são todas de cunho social e de conhecimento do
banco, já contratadas com os sindicatos espanhóis",
aponta Rita. "Queremos contratar também para
os trabalhadores brasileiros, não como prática
social, mas garantidas no acordo aditivo e válidas
para todos. É bom para a empresa porque agrega
valor pela boa prática de governança corporativa
e valoriza os funcionários", acrescenta.
Prêmio
para quem já completou 25 anos
Os
dirigentes sindicais voltaram a cobrar o pagamento do
prêmio de dois salários para os funcionários
do Santander que completaram 25 anos de casa até
o final de 2008, conforme bonificação vigente
no Real.
"Já
pedimos ao Santander os números, mas eles ainda
não nos apresentaram. Essa prática era válida
no Real e foi estendida ao Santander. Ou seja, o número
de trabalhadores é pequeno, o impacto financeiro
é baixo, mas o nível de satisfação
e contentamento do trabalhador é alto, um custo-benefício
com o qual o banco pode arcar", frisa Rita.
Os
representantes do banco prometeram levantar os números
para a próxima rodada. "Queremos incluir esse
prêmio no aditivo e estender essa importante valorização
para os trabalhadores oriundos do Banespa, Meridional,
Noroeste e Geral do Comércio que completaram 25
anos de serviço antes de janeiro de 2009",
conclui Ademir.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb São
Paulo