A plenária nacional dos dirigentes sindicais do
Banco do Brasil realizada pela Contraf-CUT nesta terça-feira
15, em São Paulo, aprovou as premissas para as
negociações das mesas temáticas que
serão instaladas em 2010 (PCCS, previdência
e terceirização) e para a retomada das discussões
sobre saúde e condições de trabalho.
Cento e vinte dirigentes sindicais de todo o país
participaram da plenária, realizada na sede da
Contraf-CUT.
"O
debate foi muito rico porque todas as federações
e sindicatos trouxeram contribuições importantes
que ajudaram a definir os princípios que nortearão
nossas propostas nas mesas temáticas", afirma
Marcel Barros, secretário-geral da Contraf-CUT
e coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários
do BB. "Vamos agora ampliar essa discussão
democrática com a categoria e iniciar a mobilização
para pressionar o banco durante o processo de negociações."
As
premissas aprovadas pela plenária dos dirigentes
sindicais do BB são as seguintes:
PCCS
*
Eliminar a coexistência de várias categorias
de funcionários.
*
Estabelecer um piso salarial digno (com referência
no salário mínimo do Dieese, hoje equivalente
a R$ 2.139,06).
*
Valorizar a antiguidade e a experiência no cargo
e na função (interstício no PCS e
no PCC).
*
Valorizar o mérito por meio da incorporação
do valor das comissões. A cada ano incorporar um
percentual da comissão na remuneração
do trabalhador.
*
Adotar a jornada de 6 horas para todos, sem redução
de salários.
*
Excluir da alçada dos gestores imediatos a decisão
sobre comissionamentos e descomissionamentos.
*
Elaborar regras claras de encarreiramento e adotar mecanismos
para assegurar o seu cumprimento (regras objetivas para
seleções internas).
*
Criar regras claras sobre a progressão funcional
horizontal (lateral, na mesma função) e
vertical, mediante valorização da maturidade
e da qualificação profissional.
*
Adotar modelos quantitativos para analisar, avaliar e
classificar os cargos comissionados, ou seja, definir
os fatores de avaliação de cargos comissionados
e classificar os cargos em classes com faixas salariais.
*
Adotar modelo padrão de descrição
de cargos com responsabilidades, pré-requisitos,
experiência, formação etc.
*
Adotar metodologia quantitativa para estabelecer os VRs.
*
Não criar obrigação de migração
de planos.
*
Criar tabela única de PCS.
*
Incorporar anuênio e gratificação
semestral.
*
Mobilizar os funcionários com atividades e paralisações
nos dias 20 de cada mês e nas datas de rodadas de
mesas temáticas.
*
Buscar a isonomia.
*
Instituir políticas afirmativas nos processos de
seleção interna.
*
Estabelecer valorização do dirigente sindical
no PCCS.
Previdência
Plano
1
*
Retomar a negociação do superávit
verificado no Plano 1 da Previ.
*
Defender a universalidade e igualdade na distribuição
dos benefícios.
Previ
Futuro
*
Definir uma forma que permita a mais funcionários
retornar ao plano com a facilitação do "pagamento
da jóia".
*
Estabelecer a Revisão da Parcela Previ.
*
Discutir o resgate das contribuições do
patrocinador.
*
Cobrar que os planos dos bancos incorporados sejam migrados
para a administração da Previ.
*
Criar a opção da portabilidade para o Previ
Futuro.
*
Reivindicar que os colegas que migraram para a carreira
do BB e não possuem plano de previdência
possam ingressar diretamente no Previ Futuro.
Saúde
e condições de trabalho
*
Exigir a implantação dos Comitês de
Ética para combate ao assédio moral.
*
Participar do processo de implantação dos
Comitês de Ética.
*
Acompanhar a reimplantação dos SESMT.
*
Retornar o debate do PCMSO e dos exames periódicos.
*
Discutir o ATB (acordo de trabalho) e os modelos de "superação"
em mesa temática especifica.
*
O banco deve adotar um novo processo de reforma das agências
(ex: aluguel de outro local).
*
Privilegiar o processo de prevenção.
*
Verificar os efeitos do GAT (gerenciador de atendimento)
no processo de adoecimento dos funcionários de
atendimento das agências.
*
Cobrar a revisão/implantação das
dotações em todas as agências e debate
sobre o BB 2.0.
*
Fazer uma pesquisa nas bases dos sindicatos para denunciar
a sobrecarga de trabalho.
*Cobrar
do banco que se verifique a existência de denuncias
na ouvidoria antes de efetivar nomeações
de administradores.
*
Criar com urgência o convênio de reciprocidade
da Cassi para os funcionários egressos do Besc
e do BEP, e discutir a possibilidade de adesão
à Caixa de Assistência de todos os bancários
de bancos incorporados.
*
Debater o papel da Gepes no processo de gestão
de pessoas sem avalizar as ações de administradores,
especialmente no que tange ao assédio moral e descomissionamento
de funcionários por suposto não cumprimento
de metas.
*
Criar equipe de apoio do Comitê Ética (psicólogos
etc.).
*
Cobrar a revisão dos normativos relativos aos processos
administrativos.
*Denunciar
o corte de despesas de treinamento.
*Cobrar
a implantação do Plano Odontológico
no prazo acordado.
*
Discutir o processo de retorno ao trabalho de adoecidos
e vítimas de assalto e sequestro e exigir a emissão
da CAT para todos trabalhadores envolvidos.
*
Denunciar a conivência da Cassi com o BB, nos Estados
onde isso ocorre, no que se refere à não
emissão das CATs em inúmeros casos de acidentes
do trabalho e no diagnóstico de doenças
do trabalho (LER, doenças psicossomáticas
causadas por assédio moral).
*Denunciar
a situação dos colegas lotados em dependências
do interior que não têm rede credenciada
e acabam tendo custos adicionais (abono, viagem etc.)
para cumprir uma obrigação do banco, que
é o exame periódico.
*
Resgatar o Programa de Prevenção de Acidentes
de Trabalho, produzido em 2003.
Terceirização
*
"Quem trabalha em banco, bancário é".
Definir o que são serviços de apoio (vigilância,
asseio e conservação, telefonia e ascensoria).
*
Debater a instituição de um "fundo
garantidor", nos moldes propostos pelo Ministério
do Planejamento, como forma de proteger os trabalhadores
no caso de insolvência das empresas.
*
Solicitar ao banco a relação de todas as
empresas contratadas para prestação de serviços
e a informação sobre em qual área
as mesmas atuam.
*
Fim dos correspondentes bancários.
*
Contratar acordo para trabalhadores das coligadas e das
controladas e subsidiárias.
*
Ação conjunta dos sindicatos e centrais
sindicais para combater a terceirização.
*
Apoiar projeto de lei apresentada pelo deputado Vicentinho
no Congresso Nacional que proíbe a terceirização
em atividades-fim.
Fonte: Contraf-CUT