A Contraf-CUT irá procurar a direção
da Caixa Econômica Federal para reivindicar a antecipação
do pagamento da segunda parcela da Participação
nos Lucros e Resultados (PLR). O banco divulgou balanço
na última sexta-feira, 12, mostrando lucro em 2009
de R$ 3 bilhões, ultrapassando as previsões
da própria empresa.
Segundo
cálculos da subseção do Dieese na
Contraf-CUT, os empregados da Caixa receberão a
regra básica da Convenção Coletiva
de Trabalho nacional dos bancários (CCT) (90% do
salário base mais R$ 1.024), mais uma PLR Adicional
cujo valor ficará em torno de R$ 740 (dos quais
R$ 532,90 já foram pagos na antecipação).
O
pagamento da segunda parcela da PLR está previsto
para março, de acordo com a Convenção
Coletiva de Trabalho nacional dos bancários (CCT).
Além disso, o acordo entre o banco e os trabalhadores
prevê que a empresa garanta aos bancários
um valor mínimo de PLR de acordo com o cargo ocupado
pelo trabalhador, variando de R$ 4 mil até R$ 10
mil. Da PLR calculada com base no lucro auferido pelo
banco em 2009, será descontada a primeira parcela
já recebida pelos trabalhadores em 3 de novembro
de 2009.
É
importante lembrar que a Caixa optou por pagar antecipadamente
a PLR integral em novembro de 2009. No entanto, as previsões
de lucro disponíveis naquela ocasião e que
foram utilizadas pelo banco para o cálculo trabalhavam
com um resultado menor do que alcançado, levando
a um redutor de 23% no valor pago aos bancários.
Os empregados receberão agora a diferença
entre os dois valores.
"Além
da antecipação da segunda parcela, queremos
discutir com a Caixa a criação de uma regra
perene para a PLR dos trabalhadores. A fórmula
apresentada pelo banco na campanha salarial de 2009 foi
positiva naquele momento, mas não contempla as
reivindicações dos trabalhadores. Defendemos
uma regra mais justa, que contemple todos os trabalhadores
de forma igual na distribuição dos resultados",
afirma Jair Ferreira, coordenador da Comissão Executiva
dos Empregados da Caixa (CEE Caixa).
Além
disso, os bancários defendem que a regra leve em
consideração o papel de banco público
exercido pela Caixa. "A empresa teve um lucro menor
neste ano por conta de sua correta atuação
frente à crise internacional, com aumento do crédito.
No entanto, essa mesma atuação fez com que
a carga de trabalho dos empregados aumentasse muito. Isso
precisa ser levado em consideração para
o cálculo da PLR", afirma Jair.
Fonte:
Contraf-CUT
BB sobre o PCCS nesta quarta