A Contraf-CUT e o Sindicato dos Bancários de Brasília
estiveram no Congresso Nacional na última quarta-feira,
dia 17, para pressionar os parlamentares pela aprovação
do Projeto de Lei nº 6.259/2005, em tramitação
na Câmara dos Deputados, que trata sobre a isonomia
(igualdade de direitos) entre os novos e antigos funcionários
dos bancos públicos.
A
secretária de Assuntos Jurídicos da Contraf-CUT,
Mirian Fochi, O presidente do Sindicato, Rodrigo Britto,
e o diretor do Sindicato, Wandeir Severo, reuniram-se
com o deputado federal Eudes Xavier (PT/CE), que é
o relator do projeto, quando manifestaram a frustração
dos trabalhadores com a retirada, no último dia
10, do projeto da pauta de votação da Comissão
de Trabalho, Administração e Serviço
Público. Naquele dia, dezenas de representantes
da CUT, da Contraf-CUT e do Sindicato lotaram o plenário
12 da Câmara para acompanhar os trabalhos da Comissão,
exigindo a aprovação do projeto.
"O
movimento sindical vem de uma luta incansável e
vai continuar insistindo para que o projeto seja aprovado.
Para isso estamos trabalhando em várias frentes,
desenvolvendo uma série de iniciativas que vão
do campo político até ações
judiciais e sindicais", destaca Mirian Fochi, também
diretora do Sindicato.
Xavier
prometeu que o projeto deverá voltar rapidamente
à pauta de votação na Comissão
de Trabalho, logo que forem repelidos alguns movimentos
conservadores, contrários ao projeto.
O
Projeto de Lei nº 6.259/2005 prevê o restabelecimento
da autonomia entre os funcionários do Banco do
Brasil, da Caixa Econômica Federal, do BNB, do Banco
da Amazônia e da Casa da Moeda. Trata-se de uma
luta antiga dos trabalhadores dos bancos públicos
para restituir a isonomia de tratamento, anulando resoluções
impostas de forma arbitrária pelo governo FHC.
Os
trabalhadores que ingressaram no BB, na Caixa, no BNB,
no Banco da Amazônia e na Casa da Moeda a partir
de 30 de maio de 1995 perderam uma série de direitos
em relação aos antigos funcionários,
por força das resoluções nº
09 (de maio de 95) e nº 10 (outubro de 96) do Conselho
de Coordenação e Controle das Estatais (CCE/Dest).
Se
aprovado na Comissão de Trabalho na Câmara,
o projeto será encaminhado para as comissões
de Finanças e Tributação e de Constituição
e Justiça. Caso aprovado em ambas, entrará
em vigor sem necessidade de votação em plenário.
Embora
vários direitos cortados durante o governo Fernando
Henrique Cardoso já tenham sido resgatados pelas
lutas e greves dos trabalhadores a partir de 2003, ainda
falta conquistar o Adicional por Tempo de Serviço
(ATS) - também conhecido como anuênio, a
licença-prêmio e o tíquete-alimentação
para os aposentados.
Fonte:
Contraf-CUT com Seeb Brasília