A Contraf-CUT e a Comissão Executiva dos Empregados
(CEE/Caixa) se reuniram nesta quinta feira (15), em
Brasília, com representantes da direção
da Caixa Econômica Federal, como parte da mesa
permanente de negociação.
Na
avaliação de Jair Pedro Ferreira, coordenador
da CEE/Caixa, a postura da direção da
empresa não poderia ser mais insatisfatória.
"Não houve avanço nenhum nas proposições
da Caixa. Os temas mais importantes, como o PFG e
a reestruturação, foram simplesmente
adiados. Portanto, a Comissão entende que é
hora de mobilizar a categoria para pressionar firme
e decididamente a direção da empresa",
declara ele.
A
CEE/Caixa se posicionou, logo após a reunião,
pela necessidade de mobilizar os bancários
da Caixa, tendo decidido inclusive pela convocação
de assembleias gerais para uma data mais oportuna
a ser anunciada, por todo o país, para consultar
a categoria sobre protestos e outras ações.
Reestruturação
A
informação mais relevante apresentada
pelos dirigentes da empresa diz respeito aos prazos
de implementação da reestruturação.
Perguntada pela CEE/Caixa sobre a quantidade de cargos
que seriam criados ou extintos com a mudança,
a Caixa informou apenas que o cálculo está
sendo conduzido pela vice-presidência de Pessoas
(Vipes), e será concluído até
o dia 1º de junho.
Somente
a partir daí seria possível dar a informação.
José Durval dos Reis, da Caixa, informou também
que o início efetivo do processo de reestruturação
está marcado para o dia 1º de julho.
Durval
é superintendente nacional de desenvolvimento
empresarial da Caixa. Ele apresentou durante a reunião
um panorama da reestruturação em curso
na empresa. O balanço continha as informações
comparativas das áreas e unidades que existiam
antes na empresa e de como elas se organizarão
após a reestruturação.
"Na
verdade, essas informações apresentadas
pelo representante da empresa já estavam circulando
internamente na empresa. Alguns pontos nos preocupam
bastante em relação à reestruturação.
Por exemplo, sabemos agora que todos as RET/PV's (a
retaguarda das agências) estão marcadas
para acabar no dia 30 de julho. Os funcionários
desse setor migrarão para a área gerencial,
passando a trabalhar nas agências, mas a Caixa
não deu maiores informações quanto
à situação das funções
desses funcionários, por exemplo", relata
Luiz Ricardo Maggi, diretor da FEEB-RJ e ES. A Gerência
de Tecnologia instalada no Espírito Santo também
será extinta na reestruturação.
O
tema da reestruturação vem causando
preocupação entre os trabalhadores.
Dos cerca de 85 mil funcionários da Caixa,
algo em torno de 24 mil trabalham em filiais, principais
atingidas pela reestruturação.
PFG
e Jornada
Também
não houve avanços nas negociações
sobre o Plano de Funções Gratificadas,
o PFG. Segundo os representantes da Caixa, o plano
voltou a ser avaliado pelo Ministério da Fazenda
(MF) e pelo Ministério do Planejamento, a fim
de adequar as exigências dos funcionários
ao orçamento da União.
A
Caixa disse que só volta a negociar o PFG em
maio deste ano, e que não há mais a
possibilidade de incluir no plano a chamada progressão
horizontal.
Quanto
à redução de jornada de oito
para seis horas, a Caixa não retrocedeu. Uma
das condições impostas pela empresa
para implantação do novo PFG é
justamente a redução de jornada com
redução proporcional de salários
para cargos técnicos e de assessoramento.
Plano
de Cargos e Salários
Mais
uma vez, a Caixa não apresentou qualquer proposta
concreta para a implementação do novo
PCS. "Não estamos dizendo que não
haverá. Só pedimos mais tempo para estudar
o tema junto à direção da empresa",
declarou Ana Telma, coordenadora da comissão
de negociação da Caixa.
A
empresa acenou, entretanto, com a possibilidade de
reparar as perdas daqueles que não aderiram
ao último Plano de Cargos e Salários,
em 2008, tratando todos os funcionários de
forma isonômica, conforme a demanda apresentada
pela CEE/Caixa.
Desta
forma, o dia 31 de junho de 2008 seria tomado como
base para o cálculo dos benefícios de
todos os trabalhadores no novo PCS.
Dias
Parados
Não
houve avanço sobre a recuperação
dos dias parados durante as campanhas salariais de
2008.
Normativos
dos Planos de Saúde
O
marco regulatório dos planos de saúde
dos funcionários da Caixa data de 2004, quando
foi discutido pelos representantes da empresa e do
movimento sindical. Entretanto, em 2007, a Caixa efetuou
uma mudança unilateral em dois dos normativos,
sobre a licença saúde e sobre os acidentes
de trabalho.
Como
tais alterações não foram discutidas
e sequer comunicadas, a CEE/Caixa não as reconhece.
A Caixa, por sua vez, não acenou com a possibilidade
de mudanças.
Eleições
para a Cipa
A
CEE/Caixa também cobrou a divulgação
do cronograma para a eleição das Comissões
Internas de Prevenção de Acidentes (Cipa's).
A Caixa afirmou que divulgará em breve o cronograma.
Vacina
contra o vírus H1N1 (Influenza A)
A
direção da empresa acenou com a possibilidade
de realizar licitações para a compra
de vacinas para os funcionários, semelhantes
àquelas fornecidas na rede privada, que, além
de imunizarem contra a chamada gripe suína,
também combatem outros dois tipos de gripe,
mais comuns.
Outra
possibilidade é a de que os funcionários
se vacinem na rede privada e tenham seu reembolso
no local de trabalho. A Caixa publicará sua
decisão em breve.
Fonte: Contraf-CUT com Seeb Brasília