Os senadores aprovaram na noite desta quarta-feira
(19) o reajuste de 7,72% para os aposentados e pensionistas
que recebem acima de um salário mínimo
e o fim do fator previdenciário. O texto já
havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados
e, como não foi modificado, segue agora para
a sanção ou veto do presidente da República,
Luiz Inácio Lula da Silva.
"Por
uma questão de estratégia, estou deixando
de mexer no fator previdenciário, que isso
precisa ser feito. Eu recomendo a aprovação
do projeto, ficando da forma que veio da Câmara",
afirmou o relator do projeto na Casa, o líder
do governo, o senador Romero Jucá (PMDB-RR).
O
fator previdenciário foi criado em 1999, pelo
então presidente Fernando Henrique Cardoso,
como forma de inibir aposentadorias precoces e reduzir
as despesas da Previdência. Na prática,
o fator previdenciário é um redutor
do benefício, conforme o tempo de contribuição
e a idade.
A
decisão foi motivo de comemoração
para o senador Paulo Paim (PT-RS), que disse que cabe
agora ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva
decidir se irá vetar o texto aprovado pelo
Congresso.
"Irresponsabilidade
seria deixar o fator que penaliza os mais pobres.
Agora, como nós temos independência entre
os poderes, cada um age de acordo com sua consciência.
E o presidente da República vai agir de acordo
com a dele", disse Paim.
Senado
aprova por unanimidade Ficha Limpa
Antes
de votarem o reajuste dos aposentados, os senadores
aprovaram, por unanimidade, o projeto "Ficha
Limpa", que impede o registro de candidaturas
de políticos com condenação por
crimes graves após decisão colegiada
da Justiça (mais de um juiz). Essas votações
polêmicas aconteceram em uma sessão de
cerca de 4 horas.
Também
foi aprovada a medida provisória 477, que trata
da liberação de créditos extraordinários
de R$ 18 bilhões para diversos órgãos
do Poder Executivo. Essa era uma das três MPs
que trancam a pauta da Casa.
Fonte: Contraf-CUT com Folha de S.Paulo e Agência
Brasil