A Contraf-CUT retoma nesta quinta-feira 24 o processo de negociação
com o Bradesco, em Osasco. Serão levadas à mesa
as reivindicações da Campanha de Valorização
dos Trabalhadores, encaminhadas ao banco ainda no ano passado
e que continuam sem solução.
No
último encontro, realizado em maio, a empresa não
apresentou proposta que viabilizasse a criação
de um programa de auxílio-educação, reforçando
sua posição de único entre os grandes bancos
do país a não disponibilizar esse tipo de programa.
O Bradesco também não se manifestou sobre a criação
de um plano de cargos e salários com critérios
transparentes a todos os trabalhadores.
"Esperamos
voltar a discutir essas e outras questões ainda não
resolvidas com o banco. Vamos debater também outros pontos
da pauta de reivindicações da campanha de valorização",
afirma Elaine Cutis, diretora da Contraf-CUT e coordenadora
da Comissão de Organização dos Empregados
(COE) do Bradesco.
A
postura do banco na mesa de negociação está
na contramão de seus discursos. Em seus materiais de
divulgação, a empresa diz que reconhece o valor
do desempenho e o potencial realizador das pessoas e que estimula
a criatividade, a inovação e a busca incessante
de conhecimento e atualização. Na prática,
porém, atua de forma intransigente e nega valorização
aos trabalhadores.
"Torcemos
para que desta vez o banco traga propostas efetivas, que valorizem
seus trabalhadores. Os ótimos resultados obtidos no primeiro
trimestre de 2010 demonstram que há totais condições
para avançar nas negociações", destaca
Elaine. Os ganhos da empresa foram ampliados em 22% ante o mesmo
período do ano anterior, tendo o lucro líquido
aumentado de R$ 1,7 bilhão para R$ 2,1 bilhões.
Fonte:
Contraf-CUT 22/06/2010