30/10/2009
Contraf-CUT e as entidades sindicais retomam na terça-feira,
dia 3, às 14h, as negociações permanentes
com o Itaú Unibanco, em São Paulo. Uma série
de demandas dos trabalhadores será debatida com o
banco, como a geração de empregos e a igualdade
de tratamento para os funcionários diante do processo
de fusão.
Emprego
Na recente
campanha salarial, os bancários reivindicaram mais
contratações para acabar a sobrecarga de trabalho,
prevenir o adoecimento de funcionários e melhorar
o atendimento aos clientes. "A Fenaban não aceitou
incluir uma cláusula na convenção coletiva
e apontou que o caminho é discutir o assunto com
cada banco", lembra o presidente da Contraf-CUT, Carlos
Cordeiro.
"Nas
negociações específicas com o BB conquistamos
10 mil empregos até 2011 e com a Caixa, 5 mil novos
postos de trabalho até 2010. Agora chegou a vez do
Itaú Unibanco fazer a sua parte", destaca o
dirigente sindical.
O presidente
da Contraf-CUT destaca ainda que no início desta
semana o blog do jornalista Guilherme Barros, no site Último
Segundo, informou que "segundo Roberto Setúbal,
presidente do banco, o Itaú Unibanco se prepara para
fazer entre 13 mil e 14 mil contratações no
ano que vem. Isto significa um volume de 6 a 7 contratações
por hora, ou uma a cada 10 minutos. Do total, o saldo entre
novas contratações e reposição
de vagas deverá ser positivo em cerca de 8 mil postos
de trabalho".
Isonomia
de direitos
"Vamos
buscar a isonomia de direitos, mas queremos nivelar por
cima", afirma o presidente do Sindicato dos Bancários
de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino, que
participa das negociações com o banco. "Queremos
manter o que há de melhor nas duas empresas para
todos os trabalhadores", destaca Marcolino.
Como
exemplo, o presidente do Sindicato cita a situação
do crédito imobiliário, que deve preservar
a melhor taxa possível de financiamento para os trabalhadores.
Outro ponto é a isenção de tarifas,
que já existia no Itaú e que deve ser estendida
aos funcionários do Unibanco.
"Também
nos planos de saúde vamos buscar o que há
de melhor para todos os empregados. Queremos igualar jornadas
e salários das centrais de atendimento, preservando
a melhor situação", conta Marcolino.
A reunião
deve tratar, ainda, da conclusão da situação
do IAPP, o instituto de assistência do Unibanco.
Reunião
da COE
Antes
da negociação, a Comissão de Organização
dos Empregados (COE) do Itaú Unibanco se reúne
às 9h30, na sede da Contraf-CUT, no centro da capital
paulista, para preparar os debates com o banco.
Fonte:
Contraf-CUT