03/11/2009
O Itaú Unibanco divulgou nesta terça-feira
seu balanço referente ao período acumulado
de janeiro a setembro deste ano. O banco teve lucro líquido
de R$ 6,853 bilhões, um aumento de 15,5% ante os
R$ 5,931 bilhões de igual período de 2008.
Para
Wanderley Crivellari, presidente do Sindicato dos Bancários
de Londrina e coordenador da Comissão de Organização
dos Empregados do Itaú-Unibanco (COE Itaú
Unibanco), com um lucro recorrente de cerca de R$ 8 bilhões
entre janeiro e setembro de 2009, o banco não tem
como deixar de atender as reivindicações
especifícias de seus funcionários, que diz
respeito a isonomia dos direitos e benefícios.
"Além destes temas, a COE do banco está
discutindo também melhorias no plano de saúde,
ampliação dos benefícios, garantia
do emprego e a remuneração", completa
Crivellari.
Os
ativos totais aumentaram 53,7%, para R$ 612,398 bilhões,
e o resultado bruto da intermediação financeira
foi de R$ 24,245 bilhões, com alta de 107,43%.
O resultado operacional somou R$ 14,487 bilhões,
com crescimento de 85,32%.
O
lucro líquido recorrente do Itaú Unibanco
de janeiro a setembro deste ano foi de R$ 7,7 bilhões,
com rentabilidade anualizada de 22,2% ante o patrimônio
líquido médio. As informações
constam de breve comentário enviado pelo banco
ao mercado.
O
patrimônio líquido consolidado totalizava
R$ 48,9 bilhões no fim de setembro de 2009. O Índice
de Basileia (indicador que mede a relação
entre o capital da instituição e o volume
de recursos emprestado) era de 16,3% no fim de setembro,
com base no consolidado econômico-financeiro.
Os
ativos consolidados atingiram R$ 612,4 bilhões
em 30 de setembro, o maior entre os conglomerados financeiros
privados da América Latina. A carteira de crédito,
incluindo avais e fianças, atingiu R$ 268,7 bilhões,
com crescimento de 5,5%. No Brasil, a carteira de crédito
livre para pessoa física atingiu R$ 98,4 bilhões,
com crescimento de 6,3%. Por sua vez, o segmento de grandes
empresas atingiu R$ 90,3 bilhões, e o de micro,
pequenas e médias empresas atingiu R$ 56,7 bilhões,
com crescimento de 18,1%.
O
lucro líquido da controladora do Itaú Unibanco
caiu 11% no terceiro trimestre deste ano, na comparação
com igual período de 2008, para R$ 2,268 bilhões.
O lucro recorrente foi de R$ 2,687 bilhões, com
alta de 0,37%. O resultado bruto da intermediação
financeira foi de R$ 8,140 bilhões e o resultado
operacional totalizou R$ 4,840 bilhões.
Inadimplência
O
Itaú Unibanco apresentou uma taxa de inadimplência
de 5,9% em setembro deste ano, acima dos 3,8% registrados
em igual mês de 2008, considerando os atrasos superiores
a 90 dias. O índice também é superior
aos 5,4% do final do segundo trimestre.
Entre
as pessoas físicas, a inadimplência chegou
a 8,1% no final de setembro, índice estável
em relação ao trimestre anterior e superior
aos 6,4% registrados em igual mês do ano passado.
Entre as empresas, o avanço foi maior, de 1,2%
em setembro de 2008 para 4,1% ao final do terceiro trimestre.
Em junho, os créditos em atrasos há mais
de 90 dias representavam 3,1% do total de empréstimos
às pessoas jurídicas.
Na
avaliação da instituição financeira,
a estabilidade no índice indica que o "pior
momento do atual ciclo de crédito foi ultrapassado".
No entanto, o banco considera que, para as empresas, os
reflexos da crise financeira ainda afetam a qualidade
de risco de crédito dessas companhias. Apesar da
elevação dos atrasos acima de 90 dias, o
Itaú Unibanco vê uma melhora nos empréstimos
entre 60 e 90 dias. Nesse indicador, a taxa de inadimplência
era de 1,1% em setembro, ante 0,8% no mesmo mês
de 2008 e 1,3% em junho de 2009.
Para
arcar com esses atrasos, o Itaú Unibanco registrou
uma despesa de provisão para créditos de
liquidação duvidosa (PDD) de R$ 4,299 bilhões
no terceiro trimestre, uma alta de 1,1% em relação
ao trimestre anterior. Já no ano, essa despesa
chegou a R$ 12,383 bilhões, uma elevação
de 57,6% em relação aos nove primeiros meses
de 2008.
Fonte: Contraf-CUT, com Agência Estado